quinta-feira, 17 de março de 2011

A Relevância Ética da Justificação pela Fé na Prática das Boas Obras.


Claudio Luis de Souza
(Bacharel em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP)

O presente estudo  tem como objetivo abordar as implicações éticas da justificação pela fé na vida do pecador justificado. Para tanto, enfocaremos questões concernentes à liberdade adquirida com o evento justificação, assim como, o amor e a responsabilidade em viver de forma dinâmica em relação a Deus e o serviço ao próximo.

1 Justificados: Libertos para Liberdade

O ponto relevante desta questão é abordar este assunto dentro de uma perspectiva dinâmica da justificação pela fé e a prática das boas obras.
As boas obras não devem ser colocadas como instrumento de justificação para que o pecador consiga a justiça de Deus. Mas, por outro lado, aqueles que foram alcançados e justificados mediante a fé em Cristo Jesus devem viver de forma em que as suas obras sejam o reflexo do amor de Deus nas suas vidas. Com isso, é necessário apresentar uma consciência redimida e atuante no presente século para que se tenha uma sociedade humana voltada para Deus, conforme descreve Tames: “o ato da justificação emanado de Deus acarreta uma transformação do ser humano numa pessoa que pratica a justiça”.[1] Portanto, é necessário que se tenha em mente a liberdade que foi outorgada para aqueles que estão em Cristo e estes precisam assumir cada vez mais a posição de filhos adotivos e libertos por Deus, vivendo os benefícios da justificação na qual foram chamados.

Assim sendo, o pecador deve apresentar novos conceitos de relacionamentos com Deus e com a sociedade. E este relacionamento é apresentado de forma justificada para que se cumpra a promessa, uma vez que, a fidelidade de Jesus representou o ponto passivo e ativo da aliança[2] diante de Deus para que as ações dos justificados sejam vistas por outro ângulo aos olhos de Deus. O pecador é assim, colocado na posição de justo para evidenciar novas atitudes que se harmoniza com o seu novo ser, ou seja, um ser liberto do pecado e regenerado para ser movido pelo Espírito Santo, como descreve J. Moltmann:
O Cristo da doutrina da justificação é o Cristo que morreu por nós: mas onde fica o Cristo ressuscitado e que vive em nós? Se Cristo age vicariamente por nós, não somos então nós também como novas criaturas que estão seguro nele? Onde é que, depois da experiência de Cristo na igreja, fica a experiência pessoal do Espírito?[3]

O que Moltmann coloca é uma critica quanto à passividade dos crentes em apenas viver pela fé. Neste caso, a visão de Moltmann é bastante coerente, até porque o pecador justificado foi chamado para viver de forma digna como lhe foi ordenado. O Senhor Jesus é que dá vários exemplos para a prática das boas obras, tais como: a parábola do bom servo e do mau cf. Mt. 24:45-51. O Servo bom é aquele que age como justo em seu trabalho, pois entende que o senhor é justo para ele, como isso, tem responsabilidade em seu trabalho. O bom samaritano é outro exemplo que traz uma lição de como deve agir uma pessoa em Cristo Jesus. O próprio senhor Jesus apresenta como mandamento o amor ao próximo.
A liberdade é um fator de grande importância que precisa ser vivenciado pelas pessoas que foram justificadas para exercer a humanidade que Cristo proporcionou a quem ele imputou a sua justiça. Sendo assim, aqueles que foram alcançados pela graça de Deus precisam se distanciar do pecado que uma ameaça que impede a comunhão com o Criador e que o leva a praticar a injustiça. O apóstolo Paulo percebeu, dentro de sua época, que o pecado é um mecanismo criado pela injustiça e que escraviza todos os seres humanos, tanto os que fazem a história sem a direção de Deus, pois estão escravizados nele, quanto os que já foram alcançados pela graça que no entanto, não agem de forma adequada no cumprimento das ordenanças do Senhor Jesus e, com isso, erram por não cumprir as determinações que o evangelho ensina a fazer. Portanto, a igreja de Cristo não deve se conformar com o sistema que tem destruído muitas vidas, fazendo com que todos tornem escravos dele, pois o homem conduzido pela sua avareza e ganância perde o controle de si mesmo e sua própria humanidade, na qual precisa ser liberto de si mesmo, uma vez que, “o mal está tão profundamente enraizado dentro de nós, é impossível salvar-nos a nós mesmo”[4].  A humanidade só pode ser restaurada em Cristo, que justifica, liberta e regenera o homem para caminhar no sentido que o leve para viver um cristianismo integral, tanto na esfera espiritual ou material, mas que saiba vivenciar amor e a justiça.  O sentido da vida é direcionado pelo Espírito, que impulsiona o crente justificado e liberto para desenvolver a sua humanidade no sentido da adoração e devoção a Deus, e também naquilo que expressa um comprometimento com o seu próximo que segundo Gardner, se caracteriza como vida cristã:
A vida do crente se caracteriza, pois pela posse do Espírito como realidade atual e presente. Paulo vê nesse Dom os “primeiros frutos” (o que poderíamos chamar de pagamento sinal) da salvação, e também a promessa de sua consumação final. O Espírito é que cria a nova vida. É também o Espírito o autor da unidade que liga os cristãos uns aos outros em comunhão. Ele opera nos homens para que produzam ceifa ética de “amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl. 5:22-23). Para Paulo, como para o autor do Quarto Evangelho, o Espírito é o instrumento de revelação que guiará os homens no conhecimento mais profundo de Deus, sendo, também, a fonte sempre presente de força moral para o cristão. Estes e muitos outros frutos do Espírito falam, de algum modo, da futura consumação da obra de salvação, tanto no crente em particular, como na ordem total criada”.[5]


Gardner aponta assim, para uma ética libertadora para o desenvolvimento da moral humana sincronizada com a progressividade da salvação, ou seja, o homem é salvo para dinamizar e para desenvolver os valores do reino de Deus neste mundo, como foi abordado pelo “Pacto de Lausanne (1974) com suas francas declarações sobre a Natureza da Evangelização  e a Responsabilidade Social”[6] que neste caso, visa a salvação através do anuncio do Evangelho sem excluir a responsabilidade social e procurando assim, a liberdade do homem num todo. Para Gardner, “ a salvação é uma libertação que coloca o homem em processo pelo qual se transforma o seu caráter”.[7] O homem, é liberto e salvo neste caso, quando se encontra-se harmonizado e comprometido com a vontade de Deus e o não desenvolvimento desta vontade, traça um caminho na contramão dos valores ensinados pelo Senhor Jesus Cristo.
A ética libertária traz benefícios que são apresentados através de uma vida justificada, ou seja, os benefícios éticos da justificação é apresentar uma liberdade que se encontra no rompimento com o pecado, no rompimento da pessoa consigo mesma para viver livremente a lei de Cristo, conforme Romanos 8:22 “...Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte...”, como descreve Antônio Maspoli,
“O homem reflete em sua natureza, embora decaída, aqueles atributos de Deus ligados à ética e à moralidade, com o amor, a justiça, a santidade e a autodeterminação. O homem é livre para fazer a vontade de Deus, dentro dos limites impostos por sua natureza”.[8]


A justiça de Deus vem trazer a liberdade condicionada apenas em Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, traçar “uma dimensão pessoal e histórica do que consiste a dialética bíblica de ser liberto de (uma escravidão) e liberto para (um serviço), atando o compromisso ético à ação gratuita de Deus”[9]  Assim sendo, todos que foram justificados estão comprometidos com a liberdade para agir contra aos conflitos e estruturas desenvolvidas pelo pecado e para o serviço ao próximo, como descreve Is. 64:1-2 “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque ele me ungiu. Enviou-me a transmitir a boa nova aos pobres, a proclamar a liberdade aos cativos e a vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano favorável ao Senhor”. Encontramos nesta verdade uma nova relação que Jesus promove no homem.
Já foi observado nos capítulos anteriores que a justificação tem uma grande importância na vida do pecador, pois é através da justificação que começa um novo relacionamento com o Criador. O homem redescobre a imagem e semelhança de Deus e redescobre o sentido para o qual foi criado. Gardner expressa essa verdade da seguinte forma:
Como parte da imagem de Deus encontra-se sua capacidade racional. A razão é necessária para que o homem possa compreender a relação em que existe, e para que lhe seja possível responder em liberdade à vontade de Deus”.[10]

Nesta linha de pensamento, pode-se observar que o ser humano só consegue encontrar o verdadeiro sentido da vida quando redescobre a imagem e semelhança de Deus, como descreve Elsa Tames:

O ser humano foi criado por Deus à sua imagem e semelhança para conviver, viver e dar vida. No momento que mata ou é morto sua imagem divina estraçalha-se: há desumanização e falta de Deus por sua imagem divina fragmentada[11]

Para Tamez, a desumanização na sociedade é um reflexo do pecado nas vidas humanas e a falta de Deus. Por isso, Tamez enfatiza a necessidade de se recupera a imagem de Deus, como ela mesmo afirma: “…O primeiro sinal é o redescobrimento da imagem de Deus na humanidade afogada pelo pecado…”.[12] A redescoberta da imagem de Deus na vida humana implica liberdade em Cristo Jesus e não tem como fugir por outra tangente para reaver aquilo que foi perdido, nesse caso, a comunhão e a liberdade. Portanto, a liberdade em Cristo Jesus é proporcionada ao pecador regenerado para vivenciar uma nova experiência em Cristo conduzida pelo Espírito, como descreve Moltmann:

A experiência da liberdade contém, portanto, uma dupla experiência de Deus: O Senhor é o Espírito, e o Espírito é o Espírito do Senhor. Libertação manifesta uma ação mutua entre o Espírito e o Cristo de Deus. De sua atuação conjunta surge a liberdade, que tem na presença de Deus seu fundamento, sua substancia e seu inalcançável avanço. Isto significa concretamente, que o seguimento de Jesus é o Espírito que liberta atual juntos a fim de levar os homens à verdadeira liberdade.[13]

2 Justificados: Libertos para o Amor

A liberdade em Cristo impulsiona o pecador justificado a uma relação de amor. A relação que o homem necessita é vivenciar o amor com o Criador e satisfazer as exigências de uma pessoa que recebeu a justiça de Deus como um ato de amor e misericórdia. Portanto, a responsabilidade cristã não nasce no sentido de dever, mas da vivacidade do amor que é norma de conduta para uma vida cristã que precisa estabelecer um compromisso com todas as áreas da vida humana. Com isso, percebe-se que o cristianismo necessita apresentar uma resposta de comprometidmento com Deus e com o próximo vivendo o amor de Jesus Cristo. John Stott ressalta que: “o ser humano precisa tanto de amor, como um peixe precisa de água ou uma ave de ar”.[14] Portanto, o amor é um exercício que os cristãos devem proticar, seja para com Deus e para o com o próximo, o amor verdadeiro é inerente ao bem e não pode realizar-se na esfera do isolamento ou da passividade.
A ética da justificação e seus benefícios vem revelar um sentimento de Deus aos corações dos homens. Moltmann traduz isto da seguinte forma: “... o amor de Deus é um alto grau voltado para o Eu. O que não estiver relacionado com o Eu e com sua felicidade não pode ser amado...”.[15]  Neste caso, entende-se que o amor deve ser externado ao próximo como dinâmica de uma vida justificada e liberta em Deus para a práxis da ética do Reino de Deus na vida de si mesmo e também do próximo.
A Igreja precisa entender que o amor de Deus no coração do homem traduz uma vida com Cristo para viver uma relação justificada, onde esta mesma relação não contribuir para uma vida infrutífera, ferindo, assim, a ética da justificação em compromisso com o próximo. Neste caso, é dever do cristão amar seu semelhante como pratica que estabelece o serviço como distintivo da comunidade cristã. Este fato revela que Deus não quer o homem a seu serviço, mas quer a serviço dos outros homens, Deus não depende do homem, pelo contrário, é o homem que depende dEle. Assim sendo, o amor ao próximo é estabelecer o cumprimento ao mandamento do Senhor cf. Mt. 22:39. A ética da justificação neste caso, revela tudo que Deus ama é também objeto de amor da igreja. O amor ao próximo significa ministrar a necessidade do próximo e trabalhar para que o próximo tenha dignidade e bem-estar dentro da comunidade. Mas para isso, é necessário fazer a vontade de Deus, cultivando e praticando a justiça. Quando Deus fala em justiça e amor, Ele  requer que seja feito no presente, ou seja, tem que ser realizado aqui e agora. A prática desses fatos é estar extremamente ligada com aquele com que se relaciona, e com isso, pode-se dizer que não existe justiça e amor a não ser na relação eu-tu e indivíduos-coletividade (koinonia), que são fatos a serem praticados. Portanto, ser justificado em Cristo Jesus, não é apenas fazer parte do número de participantes do Reino de Deus. E sim, agir na história dos indivíduos como Cristo agiu na humanidade. E, isso, é trazer o sentido da justificação para a nossa realidade, como expressa Elsa Tamez:

A finalidade da justificação é transformar os seres humanos em indivíduos que praticam a justiça, que resgatam a verdade aprisionada na injustiça. Obedecendo à fé e não a lei, entra-se numa nova maneira de vida e aqueles que optam por esta vida “entregam seus membros como armas de justiça a serviço de Deus”.[16]

Para Tamez, praticar a justiça é resgatar a verdade na injustiça cumprindo o mandamento que o Senhor ordena a seu povo cf. Jo. 15:12 “...o meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei...”. A relevância ética da justificação precisa ser interpretada em geral, como a ética que expressa o amor. E este amor apresenta duas vertentes: Deus e o próximo. Portanto, a justificação e a prática das boas obras carecem de serem vistas conforme o amor de Deus e seus atos salviíficos para com o pecador. O ápice neste caso, é trazer as mentes das pessoas justificadas, que o amor torna-se perfeito a medida que tira as pessoas do próprio eu, tornando-as sensíveis as necessidades do próximo.
O Amor é um instrumento que a igreja deve utilizar para o benefício da humanidade como analisa Altmann: “E assim, na precariedade e no amor, que a igreja é um instrumento de combate ao mal. Não postula ser o reino de Deus, mas pode estar ao seu serviço”.[17] Para Altmann, a Igreja é uma comunidade que vai contra as injustiças e opressões geradas na sociedade. A ética da justificação se baseia no fato de que Deus tomou primeiro a iniciativa em revelar o seu amor ao homem, como descreve Bonhoeffer, “ninguém conhece a Deus a não ser que Deus se lhe revele. Consequentemente, ninguém sabe o que é amor, a não ser na auto-revelação de Deus”.[18]
O amor é um sentimento que é revelado para aqueles que receberam o conhecimento pela revelação do próprio Deus para a dignidade e a responsabilidade de apresentar o amor para com o próximo. Este é um grande desafio da Igreja que reconhece de forma grata ao próximo. Elsa Tamez diz que “o amor que produz os frutos da justiça não acrítico e sentimental, que não sabe para onde está indo”.[19]. Assim, o que deve levar em consideração é que o amor aqui representado é o amor de Cristo, o amor que direciona que liberta e justifica o pecador. Portanto, a Igreja deve amar seu semelhante, o seu próximo como Cristo ama a Igreja, e isto significa que a ética da justificação relaciona o amor como sendo um atributo de Deus que impulsiona o cristão a serviço e a favor de seu semelhante, como descreve Bonhoeffer:
O ser humano está livre para Deus e seus irmãos. Conscientiza-se de que há um Deus que o ama e aceita, que a seu lado há irmão que Deus ama da mesma forma como a ele, que há futuro junto ao triúno Deus com sua comunidade.[20]


3. Justificados:Libertos para o Serviço

A grande tarefa da Igreja é desenvolver no seu seio, uma comunidade a serviço do próximo. Para isso, é necessário entender a igreja como uma agente justificada e que se relaciona de forma adequada como o seu Criador. Ela se encontra livre para servir, o que explica a citação de Von Allmen: “que a Igreja por meio do culto toma consciência de si mesma enquanto comunidade diaconal”[21].  A Relevância ética tem por base o próprio exemplo de Jesus em lavar os pés de seus discípulos numa demonstração de serviço ao seu próximo. O sentido do serviço aos homens se encontra especificado nesta passagem do lava-pés cf. Jo. 13:12-17.
Nesta cena, Jesus o Senhor, o Kyrios, se faz servo de seus discípulos. O serviço de Jesus consiste, portanto, em dar aos homens dignidade e liberdade, levando-os as condições semelhantes à Sua. Simplicidade e serviço, é, no entanto, uma das missões que Ele confere aos seus discípulos, quando os ordena a irem por todo mundo fazer discípulos e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. São as três Pessoas da Trindade proporcionando um serviço de liberdade e dignidade ao homem que corresponde em também fazer o mesmo uns para com os outros. É através da experiência com a Trindade que Deus confere, além da liberdade, a segurança interior, visto que a Trindade é puro amor e que estar sempre a favor do homem colocando-o em liberdade e comunhão com os remidos. A Trindade como “a melhor comunidade”,[22] é um exemplo de relação de liberdade, amor e compromisso que os salvos devem se espelhar para que se tenha um mundo mais justo. O que importa frisar é que o serviço do cristão caracteriza-se em fazer a vontade de Deus, assim, como o Filho faz a vontade do Pai e o Espírito testifica o Filho. A experiência do cristão consiste também na relação que tem com o seu próximo e apenas na experiência no eu, impossibilitando o desenvolvimento do serviço que dignifica o outro no sentido que lhe proporciona crescimento e amadurecimento.
O homem a serviço de seu próximo é propósito de Deus para aqueles que foram justificados e adotados em Cristo Jesus. Assim como aqueles que foram escolhidos e em amor foram chamados a desenvolver o bem-estar social.

4 - Considerações Finais.

Conclui-se, portanto, que o homem foi justificado para dinamizar as bênçãos de Deus em sua vida no relacionamento com o seu próximo. Neste sentido, a Igreja como comunidade celestial precisa comunicar a justiça de Deus aos pecadores, assumindo assim um compromisso em liberdade, amor e serviço. Portanto, o pecador que recebeu a justiça de Deus é chamado para viver a liberdade em Cristo Jesus como uma relação aos propósitos de Deus. A liberdade, portanto, capacita o homem a perceber os benefícios da justiça de Deus em sua vida como uma proposta de crescimento para discernir o bem e o mal relatado em Hb., 5:13-14. A justiça de Deus, portanto, vem estabelecer um novo conceito de vida para a humanidade. Ela vem trazer esperança e uma exigência para  o pecador justificado desenvolver a ética do Reino de Deus num mundo caótico e assolado por tanta injustiça social. A justiça de Deus coloca o homem a serviço do próximo como uma expressão de amor e cumprimento aos mandamentos. Portanto, o grande desafio da Igreja, a comunidade dos Santos, é praticar o amor, as boas obras em resposta a liberdade alcançada na justiça de Deus em Jesus Cristo.

Referência Bibliográfica
A BÍBLIA SAGRADA. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Edição Corrigida e Atualizada. Brasília: Sociedade Bíblica do Brasil, 1969.

 ALMEN, Jean Jacques Von. OCULTO CRISTÃO: Teologia e Prática. São Paulo: Editora Aste, 1968. 403 p.

BOFF, Leonardo. A Santíssima Trindade é a melhor comunidade. 8ª. Ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2000. 183 pp.
GARDNER, E. C. Fé Bíblica e Ética Social. São Paulo e Rio de Janeiro: Aste e Juerp, 1982.
BONHOEFFER, Dietrich. Ética. Tradução Helberto Michel. 6ª ed. São Leopoldo-RS: Editora Sinodal, 1985. 217 pp.

MOLTMANN, Jürgen. Trindade e Reino de Deus. Uma contribuição para a Teologia. Tradução Ivo Martizazzo. Petropólis: Editora Vozes, 2000. 224pp.

RUBIO, Prof. Alfonso Garcia. Teologia da Libertação Política ou Profetismo? Editora Loyola São Paulo, SP: 1983.

RUBIO, Prof. Alfonso Garcia. Elementos de Antropologia Teológica. Editora Vozes, 2004.

STOTT, John. Ouça o Espírito Ouça o Mundo – Como ser um cristão conteporaneo. Trad. Silêda Silva Steurnagel. São Paulo – SP. Editora ABU, 1997. 478 pp.

TAMES, Elsa. Contra toda Condenação – a justificação pela fé partindo dos excluídos. Trad. Geoges I. Maissiat. São Paulo: Editora Paulus, 1995. 280 pp.



Notas

[1] TAMES, Elsa. Contra toda Condenação. p. 45
[2] WARTH, Martin C. A Vida Cristã. p. 14
[3] MOLTMANN    . Jürgen. O Espírito da Vida. p. 144
[4] STOTT, op. Cit., p. 19
[5] GARDNER, E.C. FÉ BÍBLICA E ÉTICA SOCIAL. p. 105
[6] STORR. op. Cit., p. 149 -  O Pacto de Lausanne foi um grande encontro mundial de evangélicos que ocorreu em 1974 na Suíça , onde foi criado um comitê mundial das igrejas evangélicas.
[7] GARNER. op. Cit., p.106
[8] GOMES, Antônio Máspoli de Araújo. O Pensamento de João Calvino e a Ética Protestante de Max Web, Aproximações e contraste. Fides Reformata, pp. 9-31 – Vol. VII
[9] ALTMANN, Walter. Lutero e Libertação. p. 93
[10] GARDNER. op. Cit., p. 160
[11] TAMEZ, Elsa. Contra toda a Condenação, p.213
[12] Id.Ibid., p.212
[13] MOLTMANN. op. Cit., p. 121
[14] STOTT. op.Cit., p. 59
[15] Id. Ibid., p. 233
[16] TAMES. op.Cit., p. 181
[17] ALTMANN. op.Cit., p. 128
[18] BONHOEFFER, Dietrich. Ética. p. 33
[19] TAMES. op.Cit., p. 132
[20] BONHOEFFER, Dietrich. Ética. p. 71
[21] ALMEN, Jean Jacques Von. O Culto Cristão. p. 55
[22] BOFF, Leonardo. A Santíssima Trindade é a melhor comunidade.p. 96

Um comentário:

Mauro Renato disse...

Parabéns pelo blog. Precisamos fortalecer os princípios reformados. que Deus continue a abençoá-lo!